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Amnésia Global Transitória é comum após os 50 anos

14/10/2015

Por não causar sequelas ou alterações em exames, este tipo de amnésia é de difícil diagnóstico

Diversas doenças neurológicas têm como sintoma alterações transitórias da cognição, mas sem dúvidas a amnesia global transitória costuma ter um diagnóstico desafiador, pois, muitas vezes, sequer o médico que se depara com o paciente com perda de memória irá suspeitar deste tipo de amnésia. Essa dificuldade se baseia em vários fatores, como ausência de alterações nos exames de imagem, terem uma duração relativamente curta e ausência de sequelas após os episódios.

 

Sinais e sintomas

De uma forma geral, a amnésia global transitória manifesta-se em indivíduos com mais de 50 anos e pode lembrar muito um ataque de epilepsia ou um princípio de Acidente Vascular Cerebral (AVC) mas, na verdade, a amnésia global transitória não é nem um tipo de epilepsia e nem um tipo de AVC.

A maioria dos pacientes não se recorda o que estava fazendo, ou como veio parar onde está e por isto perguntam constantemente a mesma coisa, por exemplo: "onde estou" e "o que estou fazendo aqui".

Embora haja dificuldade para recordar eventos recentes, a cognição está preservada e, após menos de 24 horas, este episódio termina sozinho, gradualmente. Isto quer dizer que a amnésia global transitória melhora sozinha, sem necessidade de intervenção, e não deixa sequelas.

 

Exames e fatores de risco

Os exames de imagem como tomografia, ressonância agnética de crânio e eletroencefalograma usualmente não apresentam alterações em pacientes com amnésia global transitória, assim como exames de laboratório e líquido cefalorraquidiano (LCR) ou líquor.

Acredita-se que portadores de enxaqueca estão mais sujeitos a desenvolver amnésia global transitória. Outros fatores que podem desencadear os sintomas são contato com água muito quente ou fria, atividade sexual, reações emocionais fortes e trauma crânio-encefálico.

Enfim, é importante entender como funciona a amnésia global transitória e compreender que, apesar de seu prognóstico benigno, existem diagnósticos diferencias - outros problemas neurológicos - que são necessários levar em conta, assim como o que está ocasionando os sintomas.

 

Fonte: Minha Vida

Dr. Evilásio Farias da Policlínica Taboão

Em Taboão da Serra - SP