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Taxa de AIDS no país recua 5,5%

23/11/2015

O Brasil registrou a menor taxa de detecção de aids dos últimos 12 anos em 2014. Foram identificados 19,7 casos para cada 100 mil habitantes no ano passado, enquanto em 2002 a proporção de novos casos era de 22,7 por 100 mil. Embora a redução tenha sido significativa, não foi linear.

A queda ocorreu sobretudo entre crianças de ambos os sexos e em várias faixas etárias do grupo feminino. Os novos casos subiram de forma expressiva entre homens entre 15 e 29 anos e na população mais idosa, a partir dos 50 anos. Entre mulheres, o aumento foi registrado no grupo de 15 a 19 anos e na população acima dos 50. Quando se avalia o número de casos de jovens em geral, os casos de aids passaram de 3.419 para 4.669 no período 2004-2014. Isso significa que a taxa de detecção passou no período de 9,5 para 13,4 por 100 mil.

Além da tendência de aumento de casos no grupo de jovens e idosos, indicadores mostram haver uma resistência na queda do número de mortes provocadas pela doença, apesar da oferta de medicamentos. Os patamares estão estagnados desde 2007.

Naquele ano, a taxa nacional registrada era de 6%. Ano passado, o porcentual era de 6,1%. A dificuldade na redução é associada sobretudo ao diagnóstico tardio da doença.

Apesar do aumento em algumas faixas etárias, o governo comemorou a queda global das taxas de detecção de aids. “Nunca testamos tanto e mesmo assim, os números de novos casos caíram”, comentou o diretor do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, Fábio Mesquita. Em 2014 foram feitos 7,8 milhões de testes e, neste ano, 9,6 milhões. 

 

Fonte: Estadão Conteúdo

Dr. Evilásio Farias da Policlínica Taboão

Em Taboão da Serra - SP